Paisagem deslumbrante, fácil acesso e boa dose de adrenalina. A combinação dos três fatores leva mensalmente uma legião de pessoas à Enseada do Bananal, um tapete de rochas à beira-mar, cercado por floresta da Mata Atlântica e localizado bem no meio das sinuosas rochas da Pedra do Elefante e do Costão de Itacoatiara, no Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset). Não bastassem as riquezas naturais para movimentar o lugar, montanhistas fizeram dali o principal point de rapel na cidade e todos os fins de semana atraem numerosos grupos de interessados na atividade. Todos, porém, a partir da próxima semana, terão que obedecer a um conjunto de regras.
— Vemos um número cada vez maior de pessoas vendendo essa atividade de rapel, mas sem seguir padrões para garantir a segurança. Não há qualquer restrição. A pessoa chega e faz — explica o chefe do Peset, Jhonatan Ferrarez.
Vinte minutos de trilha levam até o lugar onde o rapel é praticado: uma rocha de cerca de 40 metros de altura sobre o mar. De janeiro a setembro deste ano, 1.300 pessoas praticaram rapel ali, segundo levantamento feito com base nos Termos de Reconhecimento de Risco, documento que precisa ser assinado pelos praticantes de esportes radicais e que é recolhido pelo Peset. De janeiro a março, foram 204 praticantes, contra 832 de julho a setembro.
AS NOVAS ORIENTAÇÕES
Para ordenar o esporte, foi estabelecido um limite máximo de 50 praticantes de atividades com corda na Enseada do Bananal, em grupos de até 15 pessoas por guia, por até três horas. Os guias precisarão se cadastrar e buscar autorização prévia para o passeio, já informando o número de participantes. O objetivo é evitar que a atividade seja comercializada ali mesmo na enseada, sem o devido controle.
Divulgada principalmente nas redes sociais e oferecida por preços acessíveis (entre R$ 30 e R$ 60), a busca por adrenalina e pelo contato com a natureza fez multiplicar o número de guias que oferecem a prática do rapel. Só para hoje estão marcados quatro grupos levados por guias distintos com descidas de rapel no Bananal. O dia deve ser ainda mais movimentado porque, pela primeira vez, será montada uma tirolesa no local.
A medida faz parte do ordenamento proposto para diminuir os impactos da utilização excessiva de algumas áreas do Parque Estadual da Serra da Tiririca. Como O GLOBO-Niterói antecipou em setembro, a gestão do Peset estabelecerá, já no próximo verão, um número máximo de visitantes diários na trilha que dá acesso ao Costão e ao Bananal, que chegou a receber 2.241 pessoas no feriado da Independência, dia 7 de setembro.
Fonte: O GLobo
Foto: Hermes de Paula / Agência O Globo
Postado por: Raul Motta Junior