Moradores esperam aditivo para terminar obra nas ruas da Vila do Pan

Após seis anos de dúvidas e insegurança, os moradores finalmente acreditam que as obras de reforço nas ruas da Vila do Pan, que sofrem com constantes afundamentos pela falta de tratamento adequado do solo, vão ser concluídas. O otimismo é fruto de uma reunião que representantes do condomínio tiveram com o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, que se comprometeu a autorizar um aditivo de 25% no orçamento da obra, atualmente em R$ 61,9 milhões, para possibilitar que o trabalho seja feito integralmente. A afirmação é de Aloísio Bravo Júnior, síndico do residencial Grandes Lagos, que participou do encontro.

— O secretário se reuniu conosco e garantiu o aditivo para a obra, tanto que os trabalhos foram retomados a todo vapor. Ele falou que só faltava saber de onde sairia o dinheiro — afirma Bravo.

A notícia gera um certo alívio para a jornalista Danielle Rangel, que se mudou para o local no fim de 2008, quando a construtora entregou o apartamento comprado na planta. Desde 2010 ela sofre com os afundamentos da Avenida Claudio Besserman Vianna e suas consequências para os apartamentos, entre elas uma que não consegue esquecer:

— O episódio do gás foi o pior. Na madrugada estourou um cano, por causa do afundamento da rua, e todo mundo saiu correndo. Os prédios tiveram que ser evacuados.

No entanto, Bravo alerta que, mesmo com o aditivo, um trecho de rua ficará como está:

— O afundamento das ruas já chegou à nossa garagem e provoca danos nela também. Só que a prefeitura diz que não pode fazer a reforma no ambiente, que é privado, e o consórcio responsável pelas obras afirma que só vai terminar o reparo na rua depois que arrumarmos a estrutura da garagem. O orçamento para o conserto é de R$ 10 milhões, e não temos esse dinheiro. Por isso entramos com ação judicial contra a prefeitura e todos os envolvidos no empreendimento.

Apesar dos afundamentos, todos os laudos e visitas da Defesa Civil indicam que, por enquanto, não há risco para os prédios, que têm fundação mais robusta do que a área destinada às garagens.

A GEO-Rio confirma a realização da reunião, mas diz que ainda estuda a proposta do aditivo, feita aos moradores por seus técnicos.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior