“O simples é o último grau de sofisticação”. A frase adesivada no Mané, bar localizado no Méier, revela muito sobre seu proprietário. Aos 36 anos, Daniel Bittencourt, morador do Rocha — ele vive na casa que já foi lar do jogador de futebol Philippe Coutinho —, é dono de 11 estabelecimentos do mesmo segmento. Ele ganhou fama de estar com o boi na sombra e por conta disso vive sendo cobrado para se mudar para a Barra da Tijuca ou para a Zona Sul. O empresário, que planeja abrir mais quatro botecos nos próximos três meses, não dá bola para quem acha que uma pessoa bem-sucedida precisa deixar a Zona Norte.
— Sou nascido e criado no Méier. O subúrbio é a minha paixão. Não saio daqui por nada desse mundo. O pessoal fala que eu tenho que me mudar porque isso me daria status. Não quero. A ideia é investir cada vez mais nesse lugar que é a minha raiz. Abri meu primeiro negócio, uma franquia do Bar do Adão, na mesma rua onde hoje também funcionam o Mané e o Vizinhando (Rua Galdino Pimentel). Eu me viciei em montar botecos. Dizem que virei o presidente do Méier — diverte-se.
A história de sucesso de Daniel Bittencourt, empresário que tem 11 bares, sendo três deles no Méier, começou quando, formado em Educação Física, ele perdeu o prazer de trabalhar como personal trainer.
Leia mais:Ator que interpreta médico em “Bom sucesso” elogia a Tijuca
— Não me via no futuro, com 50 anos, trabalhando como personal trainer. Como sempre gostei de bar e de beber, juntei a fome com a vontade de comer. É no bar que ideias e novas parcerias surgem. Nunca fechei um negócio totalmente sóbrio — confidencia.
O segredo do sucesso não está exclusivamente em socializar com os frequentadores dos seus estabelecimentos.
— Botequim não pode ser sofisticado. Não à toa, o Mané é um bar metido a chique, mas não é chique (risos). A nossa comida é farta e barata. É importante ter também um bom ponto com calçada grande, já que a galera gosta de beber na rua — ensina.
Se depender da paixão que Bittencourt tem pelo que faz, ele vai longe:
— Quero ser o maior empresário de bar do Rio.
Na área que aposta todas as suas fichas, o empresário pretende marcar o gol que não fez na época que tinha como maior desejo ser um jogador de futebol.
— Fui atleta do Vasco, do Fluminense, mas, aos 19 anos, percebi que não ia ser um Neymar ou um Philippe Coutinho — lembra.
Quis o destino que Bittencourt, de alguma forma, se mantivesse ligado ao universo dos gramados.
— Sou tricolor doente, mas moro onde o Philippe Coutinho viveu. É uma casa confortável, com piscina, churrasqueira e o principal: no subúrbio! — exalta.
Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior