No estilo voz e violão, Ana Carolina faz show intimista no Teatro Bradesco

Depois de mergulhar no universo eletrônico, no álbum “#AC”, Ana Carolina deu uma desacelerada no repertório do seu novo show, “Solo”, em cartaz nestas quinta e sexta, às 21h, no Teatro Bradesco, no VillageMall, na Barra. Na apresentação de voz e violão, além de sucessos de seu próprio repertório, a cantora interpreta canções de compositores que admira, como Chico Buarque, Caetano Veloso e Djavan.

— O “#AC” foi um trabalho em que quis exercitar uma sonoridade mais contemporânea, casando elementos eletrônicos com instrumentos orgânicos. Levei ao palco a sonoridade do disco e realizei um show bastante comprometido com o aspecto visual, com diversos vídeos e a presença da Monique Gardenberg na direção, que tornou tudo ainda mais imagético. Desta vez, com o “Solo”, parti para a direção diametralmente oposta; é tudo mais íntimo, limpo,orgânico, simples, e o foco está totalmente voltado para a minha voz e o meu violão — conta.

O projeto “Solo”, em 2015, passou pelas cidades de Fortaleza, Natal, Belo Horizonte, Porto Alegre e Novo Hamburgo. Ana o define como seu show mais complexo em termos musicais, justamente por ser o mais simples entre todos os que já fez.

— Tem sido maravilhoso poder olhar nos olhos do espectador, tocar em casas menores, com acústica privilegiada. Parece esquisito, mas precisei de 16 anos de carreira e tive de passar por diversas experiências profissionais para me sentir à vontade em estar apenas com o meu violão. É um retorno ao passado. Na primeira apresentação do “Solo”, bateu aquela curiosidade de como a coisa funcionaria, mas agora me sinto muito bem. Já estava acostumada às arenas, aos grandes eventos, com milhares de pessoas. Poder cantar o material dos outros, músicas que eu levaria para dentro do meu quarto, é de certa forma libertador.

Desde que se mudou para o Rio, a cantora mineira, que hoje mora no Jardim Botânico, já passou por Recreio, Barra e São Conrado. Da região, ela conta que sente falta do contato com a natureza.

— Gostava muito de caminhar nos parques, como o Marapendi, e de fazer trilhas na Prainha. Também adorava passar pela estrada que vai até Grumari, uma coisa linda. Era quase uma terapia. E curtia bastante os restaurantes do circuito gastronômico de Vargem Grande. Já em São Conrado, costumava caminhar na praia.

A cantora, que começa a desenvolver seu próximo álbum, após três anos de trabalho com “#AC”, não vê diferença entre o público da Barra e o de outras áreas da cidade. Para ela, “todos são iguais em suas diferenças”:

— Não tem essa de público da Barra ou de Ipanema. A música tem o dom de nos conectar com pessoas de todos os gostos, idades e classes sociais. Se baterem palmas ao final do show, representam um bom público. Se não, o que está no palco é que precisa ser repensado.

Fonte: O GLobo
Foto: Divulgação/Leonardo Aversa
Postado por: Raul Motta Junior