Exercícios aeróbicos feitos ao som de reggaeton , samba , funk e vários outros ritmos latinos. Prazer, zumba . Para algumas pessoas, apenas uma atividade que se pratica em academias. Para Ana Gabriela Castro, uma ferramenta que transformou sua vida e pode melhorar muitas outras. Após perder mais de 80 quilos e superar a depressão graças a essa dança originada na Colômbia, ela se tornou instrutora e criou um projeto de zumba ao ar livre chamado Tá na Onda , que passará a ser realizado duas vezes por mês na Praça Varnhagen , na Tijuca . O próximo evento no local será amanhã, às 16h.
Gaby, como prefere ser chamada, pesava 159 quilos quando começou a fazer aulas de zumba em academias, há cerca de cinco anos. Além da obesidade, ela sofria de Síndrome do Pânico e já havia tentado se suicidar.
— Eu não via solução para a minha vida. Muita gente me humilhava, me chamando de feia, nojenta… Até que eu encontrei pessoas que me indicaram a dança, me deram a mão e disseram: “Vem, você vai conseguir”. Então, comecei a fazer zumba todos os dias. Inicialmente, eu me sentia excluída, por não ter uma mobilidade boa. Mas fui percebendo um ritmo absurdo de emagrecimento, e isso me animou muito — conta Ana Gabriela.
O envolvimento e a satisfação com a atividade foram tão profundos que a aluna recebeu de uma professora um convite para participar de um curso de formação de instrutores de zumba. Em seguida, foi chamada para dar aulas em academias e em um condomínio. Mas ela queria mais. E foi pensando em mudar a realidade de um público que sofre dos mesmos problemas que já a afetaram que Ana Gabriela criou o Tá na Onda.
— Eu pensei que, assim como eu fazia no passado, existe muita gente que se exclui, que se tranca em casa e se esconde em roupas por conta da baixa autoestima. E a zumba é totalmente inclusiva. Isso foi minha inspiração para criar um projeto em que aceitamos todos os tipos de pessoas. Basta querer dançar — explica.
O primeiro evento do Tá na Onda na Praça Varnhagen foi no dia 17 de novembro, com a participação de 47 pessoas. As aulas duram em torno de duas horas e são gratuitas. Para ajudar a manter o projeto, os organizadores vendem, na hora, uma pulseira no valor de R$ 10 que dá direito a participação em sorteios. A professora também pretende dar aulas particulares no local toda segunda e quarta-feira, das 19h às 20h.
Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior