Fiscais da Coordenadoria Especial de Transporte Complementar (CETC), órgão vinculado à Secretaria municipal de Ordem Pública ( Seop ), removeram, no Rio, só neste ano, de janeiro a 20 de maio, 1410 vans e kombis irregulares e piratas . Os bairros que registraram mais remoções foram Campo Grande, Santa Cruz, Bangu e Taquara, na Zona Oeste da cidade; e Bonsucesso, Realengo, Coelho Neto e Pavuna, na Zona Norte. Do total de veículos, 18,5% eram considerados piratas. Ou seja, não tinham autorização para realizar o transporte de passageiros. Já os irregulares são aqueles que, embora tenham autorização da prefeitura, estão em desacordo com o Código de Trânsito Brasileiro ou com o Código Disciplinar que rege a categoria.
Este número, quando comparado a todo o ano de 2018, representa um aumento de 60% das remoções. De acordo com o coordenador da CETC, o delegado Marcelo Ambrosio, o resultado reflete a reformulação do órgão, que desde julho passou a focar apenas na fiscalização de vans e kombis. De agosto de 2018 até maio, foram retirados de circulação um total de 2175 veículos. Ele explica que a função da coordenadoria é fiscalizar o serviço de vans a fim de garantir a qualidade dos serviços e a segurança aos usuários, além de reprimir a pirataria.
— Geralmente, as vans piratas circulam em mau estado de conservação, o que acarreta riscos não só para os passageiros, mas também para o trânsito em geral. Outro ponto importante é a análise pela qual o permissionário é submetido. Ele precisa ser aprovado pela prefeitura para realizar o transporte, o que não ocorre com os motoristas dos veículos piratas — afirma Ambrosio.
De acordo com dados da CETC, a Zona Oeste corresponde a 54% das remoções de vans piratas, seguida pela Zona Norte, com 31%. Santa Cruz, Campo Grande, Bonsucesso, Bangu, Barra da Tijuca e Penha foram os locais que mais registraram ações de pirataria.
— As operações ocorrem diariamente e são planejadas pela equipe com base em informações via 1746 e do setor de inteligência, obedecendo à especificidade de cada região. Montamos um cronograma a fim de intensificar operações em áreas sensíveis para inibir todos os tipos de irregularidades, principalmente a atuação das piratas — resume Ambrosio.
Fonte: Globo
Postado por: Raul Motta Junior