As fissuras encontradas há três anos nos dois braços do Cristo Redentor, que poderiam fazer parte da estrutura desabar, podem ter sido ocasionadas pelo desgaste natural da estátua ou por algum fenômeno geológico, revelou o padre Marcos Willian Bernardo, vigário episcopal para comunicação social da Mitra do Rio. Na sexta-feira, durante uma solenidade para assinaturas de documentos que buscam aprimorar a gestão do platô do Corcovado, onde fica a estátua, ele revelou que o monumento, eleito uma das maravilhas do mundo, teve um grave problema.
Segundo ele, os dois braços ameaçaram cair e tiveram que passar por obras emergenciais em 2015, feitas pela Arquidiocese, no valor de R$ 1,4 milhão.
— Na época, os técnicos levantaram até a suspeita de que algum fenômeno geológico pudesse ser o responsável pelas fissuras. Afinal, estamos em cima de uma rocha. Naturalmente isso pode acontecer. De qualquer maneira nós temos que está preparado para esses imprevistos — disse o vigário.
O representante da igreja lembrou que a descoberta, que colocava em risco um dos principais símbolos do país, foi feita durante uma inspeção de rotina.
— O que aconteceu em 2015: durante uma manutenção de rotina realizada no Cristo Redentor, foram percebidas pequenas fendas, ali dividindo os braços e os antebraços do Cristo. Depois de uma sondagem de especialistas, alguns diziam que não tinha risco de queda, enquanto outros diziam que a queda poderia acontecer. Na dúvida, nós preferimos fazer a obra e encontrar a solução. Fizemos o preenchimento das fendas, usando recursos além do que era previsto naquele ano. Gastamos cerca de R$ 1,4 milhão — afirmou Marcos Willian.
Segundo o padre, a obra durou cerca de dois meses.
— Foi feito um reforço interno, com o preenchimento; e usamos um sistema de colagem. Hoje nós não temos nenhum risco. Está seguro, graças a Deus — revelou o padre.
Fonte: O GLobo
Postado por: Raul Motta Junior