Riocentro recebe o Bunker Festival no fim de semana

O chão do Riocentro vai tremer no próximo sábado com o retorno da Bunker Rave à cidade, marca conhecida pelos cariocas como a “mãe” das festas de música eletrônica. O festival, que reunirá atrações nacionais e internacionais de estilos musicais variados, terá, ao todo, cinco palcos, 34 apresentações e 60 artistas em 14 horas de festa.

O megaevento está sendo organizado por seis produtoras do Rio de Janeiro, responsáveis pelas marcas Euphoria, Fosfobox, Privilège, Rap Soul, Rio Me e Revolution Party. Um dos sócios da marca Bunker, o produtor Cabbet Araújo lembra dos tempos áureos em que a boate de mesmo nome agitava a noite de Copacabana.

— A Bunker como boate já era um lugar que reunia de tudo. Existiam três pistas, e numa única noite era possível ouvir música eletrônica, rock e trance, por exemplo — recorda Cabbet, também um dos sócios da Fosfobox.

Além da boate em Copacabana, que funcionou de 1998 a 2002, a marca Bunker foi usada em quatro raves memoráveis realizadas entre os anos 2000 e 2002 num sítio cercado de verde em Vargem Grande. Um sentimento de nostalgia, dos organizadores e do público, fez ressurgir o festival. O reencontro, diz Cabbet, é a oportunidade de resgatar a diversidade musical na noite carioca, que, para ele, está muito segmentada. Não por acaso, o tema do evento é “Somos todos iguais”.

— Posso dizer que esta edição é uma grande comemoração e que, ao mesmo tempo, estamos plantando um novo festival, com uma tendência diferente — complementa.

A DJ Marian Flow, da dupla Flow & Zeo, tocava na Bunker. Nesta volta, ela promete agitar o público com um repertório atemporal:

— E vamos fazer um set só com clássicos, resgatando um pouco da história da Bunker.

Com o card composto por black, rap, pop, rock, funk, trance, brazilian bass, house, techno e tribal, entre outros estilos, a Bunker Rave deve atrair nove mil pessoas, na estimativa dos organizadores. Entre os nomes que subirão aos palcos estão a inglesa Sharon O’Love, rainha da cena eletrônica LGBT, que vai se apresentar pela primeira vez no Brasil. Outro ícone do estilo, a atriz, cantora, compositora e ativista transexual brasileira Linn da Quebrada promete muito pop e funk.

Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta junior