O Sambódromo carioca é o terceiro local mais procurado por turistas que chegam à cidade, mas, até hoje, não havia um projeto organizado para receber os visitantes na Marquês de Sapucaí. A partir de outubro, no entanto, a prefeitura promete transformar seu camarote oficial, no Setor 9, num atrativo da Avenida durante o ano inteiro, com capacidade para receber até 500 pessoas por dia.
Conforme Ancelmo Gois publicou em sua coluna no GLOBO, o espaço deverá se chamar Rio Experience Carnaval e oferecerá atividades como exibição de vídeos e exposições de fotografias e fantasias que narram a história da folia. Também estão sendo programados shows de samba com duração de 30 minutos, com a possibilidade de os visitantes tocarem instrumentos que estarão disponíveis no local. Além disso, haverá um estande de venda de suvenires, como produtos oficiais e artesanatos produzidos pela Associação de Mulheres Empreendedoras do Brasil (Amebras), de Célia Domingues
Quem está cuidando da curadoria do projeto é o carnavalesco Milton Cunha, que foi convidado pessoalmente pelo presidente da Riotur, Marcelo Alves.
— O Rio precisa demais de um receptivo que dê a grandeza do que é o espetáculo carnavalesco. Como ainda não tínhamos um lugar assim? Eu cheguei a fazer algo parecido na Cidade do Samba, mas desta vez vou poder me aprofundar — disse Milton.
A prefeitura ainda não divulgou quanto será investido no projeto, que terá participação da iniciativa privada. Cerca de 20 pessoas, entre atendentes bilíngues, seguranças e artesãos, deverão trabalhar diariamente na nova empreitada, cuja logística está pronta.
Os turistas, que chegarão à Sapucaí em ônibus ou vans, serão recebidos por Milton e equipe com muito confete e serpentina. A programação, que começa com um vídeo de cinco minutos, contando a história do carnaval, inclui visita a um salão em homenagem a Oscar Niemeyer, o arquiteto do Sambódromo.
Uma fonte de renda
Quase no fim da visita, os turistas serão levados a um camarim para vestir adereços de carnaval e, a caráter, vão poder desfilar em um trecho da Avenida e tirar fotos para guardar de recordação. O encerramento do passeio será num boteco do tipo pé-limpo, que funcionará no local.
Milton acredita que a empreitada dará um bom retorno financeiro. O valor do ingresso, no entanto, não foi divulgado.
— Isso tudo vai andar sozinho. Imagina! Se o Sambódromo já é visitado diariamente como está, só no concreto, imagina com toda essa experiência de som, imagem, de poder beber, comer — disse Milton.
Para o presidente da Riotur, a programação preencherá uma lacuna que hoje existe na cidade:
— Vamos seguir o exemplo dos tours de experiência que clubes de futebol já oferecem. Divulgaremos o evento e criaremos uma fonte sustentável de renda, que será reinvestida em projetos ligados ao samba.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior
Foto: Márcia Foletto / Agência O GLOBO