A arte de desenhar é a primeira com a qual crianças normalmente têm contato direto, a começar pelos traços simples aprendidos ainda na pré-escola. Aqueles que se apaixonam por esse trabalho acabam procurando aprofundar seus conhecimentos em cursos especializados, e a Tijuca concentra alguns dos principais centros de formação da cidade, como o Mollica Curso de Desenho e a Casa de Arte e Cultura Luiz Januário.
Originado como uma franquia do curso Daniel Azulay, o Mollica surgiu em 2004. Fundador e diretor do curso, Claudio Mollica explica que a parceria durou até 2010, quando o espaço passou a oferecer uma grade mais ampla de cursos, inclusive voltados para testes de habilidades específicas, exame necessário em vestibulares de cursos como Arquitetura e Desenho Industrial.
— Muitos alunos permaneceram mesmo após o fim da franquia Daniel Azulay e seguiram conosco até a faculdade, e é extremamente gratificante vê-los crescer e seguir um caminho profissional que foi iniciado aqui — explica o fundador do curso.
Psicólogo por formação, Mollica destaca: mesmo os alunos que não seguem profissionalmente o caminho das artes usam o curso como uma forma de terapia.
— Temos alunos de até 80 anos, que fazem o curso por hobby, enquanto as crianças expressam nos desenhos todos os seus sentimentos.
Já a Casa de Arte e Cultura Luiz Januário, na Rua Delgado de Carvalho, tem como principais características a liberdade de criação dada aos seus alunos e o suporte digital para a finalização das artes em computador, garante a fundadora e diretora do curso, Vânia Januário, ao lado do filho Bruno e do irmão André.
— Prezamos muito pela liberdade de criação dos alunos, mas valorizamos o aprendizado da narração de histórias por meio dos seus desenhos. Isso permite que eles exercitem a criatividade desde novos e se tornem cada vez melhores com o passar dos anos — explica.
Vânia destaca que próximo passo é oferecer cursos de animação aos alunos. A diretora do centro de formação artística enfatiza que a decisão se deu em função da própria demanda dos alunos.
— Eles hoje têm uma verdadeira fissura por animação e desejam mesmo produzir algo do gênero. Já que estamos na era da computação gráfica, esse será o nosso próximo passo — projeta.
Fonte: O Globo
Postado por: Raul Motta Junior